Inflação nos EUA desacelera mais que o esperado e anima mercados
Inflação nos EUA desacelera mais que o esperado e anima mercados
Os dados mais recentes da inflação nos Estados Unidos trouxeram alívio para os investidores globais. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou uma alta de 0.1% em janeiro, um valor menor do que a projeção de 0.2% feita pela maioria dos analistas de Wall Street.
Tendência de queda consolidada
Na base anual, a inflação americana desacelerou para 2.5%, o menor nível em mais de quatro anos. O "núcleo" da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, também apresentou recuo, sinalizando que a política monetária restritiva do Federal Reserve está surtindo efeito.
A queda nos preços de serviços e aluguéis foi o principal motor dessa desaceleração. Para o mercado, esse é o sinal verde que faltava para a tese de que o ciclo de alta de juros chegou ao fim.
Reação do mercado financeiro
As bolsas em Nova York reagiram imediatamente com altas generalizadas. O índice S&P 500 subiu 1.2% logo após a divulgação, enquanto a Nasdaq avançou 1.8%, impulsionada por ações de tecnologia que são mais sensíveis às taxas de juros.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o otimismo global, fechando o dia em alta e com o dólar recuando para a casa dos R$ 5,10. A expectativa é que, com juros menores nos EUA, o fluxo de capital para mercados emergentes aumente nos próximos meses.
Próximos passos do Fed
Analistas agora projetam uma probabilidade de 75% para um corte de 0.25 ponto percentual na taxa de juros básica na reunião do Federal Reserve em março. Jerome Powell, presidente do Fed, tem mantido um tom cauteloso, mas admitiu em discursos recentes que o processo de "desinflação" está bem encaminhado.
Um corte de juros nos EUA tem impacto global: reduz o custo do crédito, estimula o consumo e tende a enfraquecer o dólar globalmente, o que pode ajudar países como o Brasil a controlar sua própria inflação via câmbio.
O que esperar
Para o investidor, o cenário de março parece favorável para ativos de risco, como ações e criptomoedas. No entanto, é importante monitorar os dados de emprego nos EUA (Payroll), que devem ser divulgados na próxima semana, para confirmar se o "pouso suave" da economia americana se confirmará sem uma recessão profunda.
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